domingo, 2 de março de 2014

Peito Seco - Causa ou Consequência

PorEdson Amorim de Castro - Médico Veterinário

Levando-se em consideração o fato de que, constantemente, muitos criadores de pássaros afirmam ter em seu criadouro aves com PEITO-SECO, FACÃO, GILETE OU QUILHA, embolados e sem comer, é preciso analisar o seguinte: 
A expressão peito-seco não é doença e sim a conseqüência ou sintoma de uma série de doenças como veremos a seguir:

COCCIDIOSE (Eimeriose) – É provocada por um protozoário que parasita os intestinos, causando diarréia, fraqueza, plumas da cloaca sujas pelas fezes e acomete todo tipo e qualquer tipo de pássaro. O tratamento preventivo é necessário, ao menos, a cada seis meses, já o tratamento curativo, sempre que diagnosticar um pássaro doente.

VERMINOSES – Muitos são os vermes que acometem os pássaros durante toda a sua existência, sendo necessário, portanto, efetuar, no mínimo, duas vermifugações ao ano em todo o plantel. Estas devem ser repetidas após quinze dias para certificar-se de que todos os estágios dos vermes foram eliminados.

FUNGOS – Podem ser transmitidos aos pássaros através de sementes contaminadas, alimentos mal lavados ou mal acondicionados, material de ninho e pelo próprio ar. A antibioticoterapia prolongada e a deficiência de vitamina A constituem-se em fatores predisponentes.

DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL – A alimentação dos pássaros é de suma importância para o sucesso da criação. Devemos utiliza sementes de boa procedência, libres de contaminantes e uma ração ou farinhada balanceada para prover todas as vitaminas, aminoácidos essenciais e sais minerais necessários ao bom desenvolvimento dos pássaros.

MICOPLASMOSE – (também chamada de doença respiratória – DCR). Os pássaros apresentam comprometimento respiratório, estertores traqueais, tosse e espirros. Descarga nasal e lacrimejamento podem estar presentes.

CORIZA – Causada por bactéria do gênero Haemóphilus, provoca anorexia, descarga nasal serosa, tosse, dispnéia e congestão das mucosas. Os pássaros podem apresentar infecções latentes, que após “stress” ou em associação com outros patógenos podem desenvolver a doença.

O melhor meio de evitar estas doenças e, por conseqüência o peito-seco são:



higiene absoluta das gaiolas, comedouros, bebedouros e equipamentos;
sistema de ventilação adequado, evitando as correntes de vento;
controle de temperatura e umidade. O excesso de umidade, associado à temperaturas elevadas, favorecem a proliferação de fungos, bactérias, endo e exoparasitas;
controlar a superpopulação;
água de boa qualidade, de preferência mineral ou filtrada;
alimento balanceado, livre de contaminantes;
pássaros recém adquiridos devem permanecer em quarentena, sem qualquer contato com os demais equipamentos;
impedir o contato direto ou indireto com pássaros livres, como pombos e pardais que veiculam doenças e parasitóses;
evitar “stress” desnecessário, como animais domésticos ou pessoas estranhas dentro do criadouro;
tratamento profilático de verminoses e doenças com medicamentos de qualidade acentuada.

Enfim, o melhor tratamento é a prevenção, existem no mercado bons produtos mas na dúvida procure sempre o auxílio de um Médico Veterinário de sua confiança.

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